quarta-feira, 22 de março de 2017

SAIA DA NECESSIDADE DE AGRADAR E SE TORNE O HERÓI DA SUA PRÓPRIA JORNADA


Por Rebeca Crivelaro Campos

Desde muito cedo, associamos aprovação a sermos aceitos e amados pelos pais. Como crianças, nós aprendemos por modelagem e repetição, observando e espelhando praticamente tudo o que os adultos diziam e faziam.

Aprendemos a 'ser' de uma forma que agradava, inicialmente aos pais, depois fomos replicando esse comportamento na sociedade, no trabalho, nos relacionamentos, etc. Pois não sabíamos que ser nós mesmos era o suficiente.

Nos tornamos realmente bons em agradar ao outro. E quanto mais agradamos, mais aprovação tivemos, mais dependente nos tornamos dessa aprovação externa, dos elogios, e dos aplausos.

Assim, com a repetição ao longo de toda uma vida, começamos a nos identificar tanto com esse mecanismo de aprovação externa que achamos que somos isso em essência e, quando não agradamos alguém, sentimos que não pertencemos, que não existimos. E isso dói profundamente.

Criamos um senso de identidade central baseado em opiniões externas. E como isso é passageiro, frágil e impermanente, ficamos muito vulneráveis e confusos sobre nosso sentimento de real valor. 

Metaforicamente é como se estivéssemos atuando em uma peça teatral, onde reproduzimos vários personagens, todos baseados sempre na opinião da platéia. Quanto mais aplausos, maior é o indicativo de nos mantermos naquele personagem. Mas, o ator por trás do personagem, nosso verdadeiro Eu, já não sabe nem mais quem ele é, pois se esqueceu dessa possibilidade de ser ele mesmo.

Essa situação é absolutamente comum nos dias de hoje, considerando a ilusória psicopatia social em que vivemos, reproduzida no formato da educação que recebemos e na influência midiática que só reforça essa endêmica falta do nosso real nós mesmos.

No entanto, quando cansamos de ser um coadjuvantemente da nossa própria vida, os papéis começam a não dar mais o prazer que tínhamos antes, os aplausos não fazem mais sentido e o que passa a nos guiar é a necessidade de compreensão desse sentimento de desencaixe, de insatisfação e do que achávamos que éramos. E aí a dor vira nossa maior benção e professora.

É nessa parte do caminho que a dor faz a gente se render para podermos enxergar o ator principal que sempre esteve ali. A pessoa mais importante da nossa vida, nós mesmos!

E se você acha que o espetáculo acabou por falta de personagens, está muito enganado. Pois é agora que o espetáculo real começa. Pois ao enxergamos a magnificência da nossa própria luz, descobrimos e nos reconectamos a um verdadeiro herói interior. Esse herói interno que aprendeu muito não sendo ele e, por isso, está agora assumindo seu papel central, o personagem principal da sua própria história, muito mais sábio, pleno e experiente.

Como na jornada do herói de Joseph Campbell, quando resolvemos começar a nossa própria 'jornada' passamos por testes, provas, dificuldade, por isso precisamos recorrer aos nossos super poderes para ir além, como por exemplo, nosso processo de autoconhecimento, meditação, terapias e afins.

Sair da necessidade de se aceito é assumir nosso próprio herói interno, com todas as suas incongruências, mudanças, dificuldades e fraquezas. Assumir-se é o ato de maior coragem e bravura que um herói pode ter consigo mesmo.

Rebec@
Respeite os créditos ao compartilhar a mensagem! 
Blog Feminino Quânticohttp://www.femininoquantico.com.br/2017/03/saia-da-necessidade-de-agradar-e-se.html

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Agradeço antecipadamente o seu comentário! Ele será respondido o mais breve possível!