quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

O QUE LEVAR PARA 2017?


Por Rebeca Crivelaro Campos


Acredito que o ano de 2016 ficará gravado no inconsciente individual e coletivo como um ano de transformação profunda. E essas transformações ainda não foram compreendidas em sua totalidade por cada um de nós, menos ainda pela coletividade. As peças ainda estão se encaixando, algumas sendo descartadas e algumas já nos dão pistas do que está por vir, tanto no cenário individual como no da humanidade.

O que pude sentir e compreender sobre o ano passado, inclusive numerologicamente e energeticamente falando, é que foi um ano de finalização de ciclo por ser um ano 9. Mas, considerando que o Universo não pára nunca, os inícios e renascimentos acontecem o tempo todo, independente do ciclo em que estejamos.  O que irá determinar o ritmo, o que deve começar e terminar, e o que vemos como finalizado ou iniciado, é o nosso grau consciência, de conexão com o Todo. O quanto reconhecemos o Universo em nós?

Esses finais podem ter significado muitas coisas, mas não necessariamente coisas ou situações que desapareceram de nossas vidas. Podem ter sido reconsiderações que fizemos, novas formas de ver, pensar, agir, sentir, escolher. E acredito que a maior chave de transformação esteve exatamente nessas sutilezas, nas novas percepções que brotaram e não nas coisas que vieram e desapareceram ou apareceram subitamente, materialmente falando.

Tudo começa no sutil e estamos compreendendo isso mais e mais. O quanto não temos que corrigir nada lá fora, esperar que ninguém nem nenhuma situação melhore para que possamos estar bem e no bem. É dentro de nós que tudo acontece e determina o desenrolar das situações exteriores. O nosso grau de harmonia vibracional é o que irá alinhar o que acontece exteriormente.

Logo é o nosso relacionamento com a gente mesmo, é e sempre será, o que irá criar a vida que estamos vivendo, estando ela boa ou não. E o primeiro ingrediente  para dar início a mudança é assumir responsabilidade pelo que estamos criando. 

Assim, o próximo passo seria aceitar e acolher as partes disfuncionais que estão criadas, nos liberando e perdoando pela nossa inconsciência em relação ao momento que criamos e dizendo: Sempre sou o que posso ser, não o que os outro queriam que eu fosse. Caso a situação envolva outra pessoa, diga: Assim como eu sou sempre o que posso ser, o outro (ou a situação que se apresenta) também é o que ele(a) pode ser.

Outra forma de assumirmos nossas criações desconfortáveis, é acolhendo nossa criança interior, que é o nosso aspecto mais puro e o amor incondicional latente em nós. Acolhendo essa criança, brincando com ela, abraçando, iremos dissolver e ter acesso a alguns entendimentos que não estavam conscientes antes.

Por isso é o que escolho levar esse ano de 2017: o meu relacionamento comigo mesma! Pois, é essa escolha que acredito ser a melhor forma de começar um ano 1, para expandir todas as bençãos que já existem e ajustar o que ainda não nos agrada, sempre acolhendo e compreendendo que somos o melhor que podemos ser, e essa intimidade com nós mesmos é um processo que não acontece do dia para a noite.

Quando entendemos que esse é o começo e o fim de tudo, a gente mesmo, passamos a nos preocupar menos com as criações dos outros, o que falam ou pensam de nós, temos menos tempo e energia para apontar o erro no outro, julgar, reclamar do trabalho, da vida, maldizer os políticos, ver o que o planeta tem de ruim, entre outras negatividades.

Pois se assumir, assumir o que  se sente de verdade e agir conforme isso, assumir que você é um ser em transformação real e não ideal, requer coragem, força interior e muita compaixão. Pois as críticas vão aparecer, você pode não mais ser aceito e compreendido pela família ou grupos que frequentava, pois passa a ter menos máscaras, como a de bonzinho por exemplo, não consegue mais fingir e se encolher dentro de si para agradar ou ser aceito.

Os relacionamos serão grande dádivas para nos trabalharmos! Pois são como espelhos do quanto ainda não estamos nos relacionando com excelência com nós mesmos. Por exemplo: quando aparecem pessoas metódicas com expectativas paranoicas de perfeição em relação a você, julgando, apontando erros, significa, o quanto de perfeição irreal você ainda reconhece em você e projeta nos outros?  O quanto ainda está julgando os outros e as situações? Quando alguém cobra amorosidade e paciência, você analisa o quanto você está sendo amoroso consigo e o quanto de paciência está tendo consigo? Pois, começa em você e se está tendo esse lembrete, é para nos conectarmos em outro nível a esse aspecto que já existe em nós.

A parte mais difícil é compreender e liberar o outro como sendo somente um canal daquilo que estamos vibrando. A essa regra não tem exceção. Só aparecem situações e pessoas que encontram ressonância em nós. E quanto mais incomoda, mais temos esse frequência em nós.

Então primeiramente assuma o que criou e que fará diferente da próxima vez, sem se julgar. E respeite o que sente sempre, pois, mesmo que não seja 'bonitinho', tem que sentir no corpo para entender e liberar (pela respiração, atividade física, dança, gargalhada, choro).

Tenha em mente que, o que o outro faz com a parte dele, é problema dele, pois ele também não compreendeu e está se debatendo na expectativa ilusória que você tem que ser o que ele espera para o mundo ser cor de rosa e perfeito. Ao invés de olhar pra dentro dele. Aqui praticar a compaixão é uma forma de entendimento poderosa, pois se você está fazendo a sua parte, sabe como é difícil e duro e passa a honrar e respeitar o outro pela escolha dele, mesmo que seja a forma mais dolorosa.

Então veja o trabalhão que dá nos assumir, sentir, agir sem máscaras. E quanto mais descemos nas nossas profundezas, vendo e reconhecendo o ruim e a negatividade que deixamos entrar em nós, não com culpa, mas com a responsabilidade é que vamos expandindo a consciência, subindo a frequência  e assim aquilo que te incomodava, não chegará mais, pois não estará mais na mesma faixa, mesmo que a pessoa esteja do seu lado.

Por isso para esse início de ciclo leve você em primeiro lugar, você completo, você de verdade, sem máscaras, agradando ou não, você é luz e sombra, erro e acerto, raiva e calma, ira e compaixão, perfeição e imperfeição, paciência e impaciência, maturidade e imaturidade. Pois nós somos esses contrastes e evoluímos exatamente a partir deles, individual e coletivamente. Pois viemos da Fonte, de onde só havia luz e lidar com nossos contrastes, com nossas subidas e quedas de frequência, com nossas oscilações emocionais, com nossa multidimensionalidade, é a razão de termos escolhido essa experiência humana, nesse corpo físico divino.

Respeite seu ritmo, suas novas afinidades, suas mudanças e se reverencie como um ser de luz que já é, só que luzes de todas as cores e frequências possíveis, pois os contrastes vieram nos lembrar muitas coisas e uma delas foi a que nós somos o que podemos ser em cada momento! 

Desejo a todos um início de ciclo multicolorido com a pessoa mais importante da nossa vida, nós mesmo!

Namastê
Rebec@
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