quarta-feira, 2 de março de 2016

ATIVANDO AS DEUSAS



As Deusas e a Mulher: Ativando as Deusas

02 de Março de 2016


No terceiro post da série "As Deusas e a Mulher", a autora fala sobre como se dá a ativação das deusas em nosso interior e como ela está associada aos nossos hormônios, ao nosso ambiente familiar e ao que estamos vivenciando no momento. Nessa parte, Bolen ainda sugere afirmações de invocação relativa a cada uma das deusas.

ATIVANDO AS DEUSAS

Na Grécia antiga as mulheres sabiam que sua vocação ou profissão as colocava sob o domínio de uma determinada deusa a quem elas veneravam.

No íntimo das mulheres contemporâneas as deusas existem como arquétipos e podem, como na Grécia antiga, cobrar seus direitos e reivindicar domínio sobre suas súditas. Mesmo sem saber a que deusa está submissa, a mulher pode ainda assim "dar" sua submissão a um arquétipo determinado, por uma época de sua vida ou por toda uma existência.

Todas as deusas são padrões potenciais na psique das mulheres. Contudo, em cada mulher particular alguns desses padrões são ativados, energizados ou desenvolvidos, e outros não. A formação de cristais foi uma analogia que Jung usou para ajudar a explicar a diferença entre os padrões arquetípicos (que são universais) e os arquétipos ativados (que estão agindo em nós): um arquétipo é como um padrão invisível que determina qual a forma e a estrutura que um cristal tomará enquanto se molda. Uma vez que o cristal se forma, o padrão agora reconhecível é análogo a um arquétipo ativado.

Outro aspecto a ser reconhecido, são as expectativas da família da criança que mantêm algumas deusas e suprimem outras. O padrão de deusa inerente na criança influencia as expectativas da família. A família pode desaprovar a deusa específica, mas a garota não pára de sentir o que sentia, embora possa aprender a não agir naturalmente, e sua autoestima irá sofrer.Se a família recompensa e encoraja uma garota a desenvolver o que lhe vem naturalmente, a garota se sente bem consigo mesma, pois vai fazer o que lhe interessa. O oposto acontece com as garotas cujo padrão de deusa encontra desaprovação na família. A oposição não muda o padrão inerente. Apenas faz a garota não se sentir bem consigo mesma por ter os traços e os interesses que tem. E faz com que ela se sinta inautêntica se pretender ser outra e não ela mesma.

Os estereótipos de mulheres são imagens positivas ou negativas de arquétipos de deusas. Nas sociedades patriarcais os papéis aceitáveis são os da jovem (Perséfone), da esposa (Hera) e da mãe (Deméter). Afrodite é considerada "a prostituta" ou "a sedutora". E algumas culturas, passadas e presentes, negam fortemente a expressão de independência, inteligência ou sexualidade nas mulheres - tanto que quaisquer sinais de Artemis, Atenas e Afrodite devem ser abrandados. As vidas das mulheres são modeladas por papéis permitidos e imagens idealizadas da época. Esses estereótipos favorecem alguns padrões de deusa. Quando padrões arquetípicos específicos encontram proteção na cultura, tais mulheres podem fazer o que é interiormente significativo para elas e receber aprovação exterior. 

Outro fator que influencia a ativação das deusas, se refere há alteração dramática dos hormônios na puberdade, durante a gravidez e na menopausa alguns arquétipos ficam acentuados à custa de outros. O comportamento não é determinado apenas pelos hormônios, mas pela interação entre os hormônios e os arquétipos das deusas. A menopausa (o cessar da menstruação é concretizado por uma queda dos hormônios estrogênio e progesterona) é uma fase de mudança hormonal. O modo como a mulher reage depende novamente de qual deusa esteja ativada. A gravidez incita um sólido aumento do hormônio progesterona, que a mantém fisiologicamente. Até mesmo durante os períodos de menstruação algumas mulheres experimentam "uma mudança de deusa", conforme os hormônios e os arquétipos influenciem e causem impacto em suas psiques.
A ativação pode ainda ocorrer quando um arquétipo é trazido à tona por uma pessoa ou por um acontecimento. Quando a mulher se apaixona, a mudança põe em perigo as prioridades anteriores. Interiormente, ao nível arquetípico, os padrões antigos podem não permanecer. Os sintomas psiquiátricos se desenvolvem se o aspecto negativo de uma deusa torna-se ativado pelas circunstâncias. 

O lema "experienciar é transformar-se" expressa um modo pelo qual as deusas podem ser evocadas ou desenvolvidas por um curso escolhido de ação. As deusas podem ser imaginadas e depois invocadas e as seguintes invocações são exemplos:

'Atenas, ajude-me a refletir claramente sobre esta situação.'
'Perséfone, ajude-me a permanecer disponível e receptiva.'
'Hera, ajude-me a desempenhar um compromisso e a ter confiança.'
'Deméter, ensine-me a ser paciente e generosa; ajude-me a ser uma boa mãe.'
'Ártemis, conserve-me centrada naquele objetivo distante.'
'Afrodite, ajude-me a amar e apreciar meu corpo.'
'Héstia, honre-me com sua presença, traga-me paz e serenidade.'

A mulher particular pode passar por muitas fases na vida. Cada fase pode ter sua própria deusa ou deusas influentes. Ou ela pode viver um padrão de deusa que a conduz através de sucessivos estágios. Quando as mulheres fazem uma retrospectiva de suas vidas elas freqüentemente podem reconhecer quando uma ou diversas deusas foram mais importantes ou mais influentes que outras. Como em cada outro estágio da vida, o resultado para a pessoa depende das deusas ativadas em sua psique, das realidades de sua situação e das escolhas que ela faz.

Gratidão
Rebec@


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Blog Feminino Quântico:http://femininoquantico.blogspot.com/2016/03/ativando-as-deusas.html
Fonte: BOLEN, Jean Shinoda As deusas e a mulher: nova psicologia das mulheres. São Paulo: Paulus, 1990. (Coleção Amor e Psiquê). *Resumo da obra original com adaptações feitas por Rebeca Crivelaro Campos.

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