segunda-feira, 17 de abril de 2017

PORQUE O SOFRIMENTO PARECE MAIOR PARA AS MULHERES?

Pintura sofrimento feminino


Por Eckhart Tolle

Dissolvendo o sofrimento coletivo feminino


O sofrimento de cada um de nós também participa do sofrimento coletivo. Além do sofrimento pessoal, cada mulher tem participação naquilo que pode ser descrito como o sofrimento feminino coletivo. 

O sofrimento físico e emocional, que para muitas mulheres precede e coincide com o fluxo menstrual, é o sofrimento em seu aspecto coletivo despertando da sua dormência naquele momento. 

Ele restringe o livre fluxo de energia vital através do corpo, da qual a menstruação é uma manifestação física. Com freqüência, a mulher é “dominada” pelo sofrimento físico e emocional nesse período. 

Ele tem uma carga energética poderosa, que pode facilmente empurrá-la para uma identificação inconsciente com ele. 

Você é, então, possuída por um campo de energia que ocupa o seu espaço interior e finge ser você – mas não é você de jeito nenhum. 

É o sofrimento puro, o sofrimento do passado, e não é você. 

O número de mulheres que estão se aproximando do estado de consciência plena já ultrapassa o dos homens e vai crescer ainda mais rápido nos próximos anos. 

As mulheres estão recuperando a função que é um direito natural delas: ser uma ponte entre o mundo manifesto e o Não Manifesto, entre a materialidade e o espírito. 

A sua tarefa principal agora, como mulher, é transformar o sofrimento de forma que ele não mais se interponha entre você e o seu verdadeiro eu interior. 

Enquanto você construir a sua identidade em função do sofrimento, não conseguirá se livrar dele. Enquanto investir uma parte do seu sentido de eu interior no seu sofrimento emocional, você vai resistir ou sabotar, inconscientemente, cada tentativa para curar o sofrimento. 

Por quê? Porque você quer se manter inteiro e o sofrimento se tornou uma parte essencial de você. 

Esse é um processo inconsciente e o único caminho para superá-lo é torná-lo consciente. 

O sofrimento é um campo de energia, quase como uma entidade que se alojou temporariamente no seu espaço interior. 

É a energia da vida que foi aprisionada, uma energia que não está mais fluindo. 

Ele é o passado vivo em você. E, se você se identifica com ele, se identifica com o passado. 

Uma identidade-vítima acredita que o passado é mais poderoso do que o presente, o que não é verdade. 

É a crença de que outras pessoas e o que fizeram a você são responsáveis pelo que você é hoje, pelo seu sofrimento emocional, ou por sua incapacidade de ser o verdadeiro eu interior. 

A verdade é que o único poder está bem aqui neste momento: o poder da sua presença. 

Uma vez que saiba disso, perceberá também que só você é responsável pelo seu espaço interior neste momento e que o passado não consegue prevalecer contra o poder do Agora.

Respeite do créditos ao compartilhar a mensagem!
Fonte: TOLLE, Eckhart. Relacionamentos iluminados: dissolvendo o sofrimento feminino In:____. O poder do agora. Rio de Janeiro: Sextante, 1997. (Resumo do capítulo com adaptações feitas pela autora do blog).

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